Mundo é uma criança, O

Faculdades Jorge Amado
Em 30 11 de 2006 Curso Jornalismo, 6º semestre
Professor: Elieser César

Susan Sontag, uma das mais conhecidas e importantes escritoras contemporânea americana, escreveu em seu celebre livro Diante da dor dos outros, Companhia das Letras 2003, sobre o mal causado pela publicitação de imagens, com temáticas de morte principalmente de guerras e em épocas de prélios. Para ela, a repetição em massa de certas imagens, penso que tanto a fotografia como o cinema, faz e fez com que os telespectadores da realidade, acabe por naturalizar certos horrores, sobretudo os da guerra.
Partindo deste pressuposto de verdade, analiso a função de dois documentos produzidos sobre os ataques dos Estados Unidos às cidades de Hiroshima e em seguida a Nagazaki, no Japão, por ocasião do fim da segunda guerra mundial na década de 1940. Ataques com bombas nucleares jamais utilizadas antes e em situação de total falta de necessidade, visto que a circunstância já era a favor dos EEUU, naquele momento do duelo.
Os produtos, um livro, iniciado no formato de reportagem publicada em um grande jornal de circulação nacional (EEUU)e um ducumentário, produzido e distribuído anos mais tarde pela rede BBC de televisão, narram perfeitamente tal tragédia humana. Seus objetivos foram de tornarem publico os verdadeiros acontecimentos do bombardeios e suas tais dimensões.
O ducumentário, produzido em preto e branco ganha relativos pontos sobre o livro, quando apregoar depoimentos da equipe de militares que levaram até o ponto exato de lançamento a bomba, como quem conduz um carro de bebê numa via perigosa. Mesclado de ficção de realidade, as imagens muitas delas usadas de arquivos militares outras tantas criadas a partir de depoimentos de pessoas que participaram da ação militar principalmente os que estiram a bordo do Enola Gay, a aeronave utilizada para fazer o transporte da arma assassina, mostrando também o momento exato em que mais de 100 mil pessoas teriam suas vidas modificadas para todo sempre, fossem elas mulheres, homens, crianças ou militares, não importando a quem que seja a bomba transformaria a suas vidas para toda uma eternidade.
O livro, por outro lado, trás uma maior riqueza de detalhes, que por sua vez foram abalizados em depoimentos de sobreviventes diretos ao ataques. Pessoas que estavam a metros do epicentro da explosão.

Comparações a partes, a verdade é que HIROSHIMA, DVD – 2003, mais uma produção americana, comprova o potencial bélico que os EEUU e outros desenvolvidos possuem, e como uma determinação pessoal de interesse político sobretudo, de fazer experimentações podem dizimar milhares de inocentes, como aconteceu naquela manhã tranqüila do 06 de agosto de 19945, na cidade japonesa de Hiroshina e em seguida em Nagasaki no Japão.

Marcelo Reis

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